Boiando em Moçambique

Desventuras de Rafael Moralez na África


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Paris promenades de nuit

Paris é uma festa! Hemingway já dizia isso e eu concordo! Mas se você não tem documento europeu ou muita grana você não tá convidado pra festa… …ENTÃO TU NÃO ENTRA MÁI BRÓDI!! Como vim a passeio e estudo por mim tá limpo, os Sans papiers que cuidem de seus problemas!

Fato é que aqui tem gente pacas! Tem gente saindo pelo ladrão e eu não gosto dessa coisa de ser humano confesso que prefiro os animais! Mas já que pertenço a essa raça denominada como inteligente (embora duvide seriamente disso tudo) convivo com meus iguais e tento não chatear muito quem me rodeia. Tenho conseguido pouco, é verdade!

Ando lendo o Grande sertão: veredas, que é de uma boniteza sem fim. Muito importante é atentar para os dois pontos que dividem o título do livro, mais adiante falo mais sobre isso. Recomendo o livro acima, é necessário, é fundamental sua leitura, me faz acreditar um pouco mais nessa bando de carne e osso, chamados de gente, pessoas, que por aí andam. Ainda prefiro a Sofia, pastor belga que é inteligente pacas. Mais que eu!!

Como não curto muito muita gente e muita gente me chateia decidi visitar os pontos turísticos de Paris de madrugada, assim não tenho que conviver com aquela bando de gente tirando foto de tudo (“eu” posso tirar foto de tudo, mas os outros não!), com os americanos dizendo em tom de espanto “”AMAZING!!!”, com a italianada gritando “GIACOMO VIENI QUI, GUARDA CHE BELLA TORRE!!”, os orientais andando em fila bem mais silenciosos, a brasileirada gritando também “Pô aê lá no rio tem corrrrcovado, muito maixxx manero aí!”, enfim com qualquer turista seja lá de que inferno ele tenha saído.

Nem dormi. Fiquei lendo o Grande Sertão (que é de uma buniteza que não cabe na gente!) e quando eram umas três da madrugada saí de bicicleta pela cidade… …e foi legal pacas! Como não tem carro rodando dá pra aproveitar o passeio muito mais, o asfalto é lisinho, então dá pra pedalar bem rápido. Agora possuo uma Peugeot speed de 10 marchas, um micro foguete quando impulsionada pelas minhas fortes panturrilhas! (As vezes um auto elogio é permitido) Estava um frio de uns 14 graus, tranqüilo. Rodei por umas duas horas e meia, voltei pra casa as cinco da manhã depois de ver uma Paris vazia, muito mais interessante, na minha opinião. Gostei de ver os jardins do Louvre sem ninguém, vazio. Bonito!

Dias atrás houve uma ameaça de bomba em pontos turísticos da cidade, chegaram a evacuar a torre Eifel, todos aqueles cuidados anti terrorismo. De madrugada a cidade tinha bastante polícia, cheguei a ver policias especializadas vasculhando alguns pontos turísticos como pontes e praças. Cuidado pra não explodir é bom!

Hoje tem show de metal, eu vou! Nada como ouvir um pouco de música agressiva e mal tocada!

Belas ruas e pontes vazias!

Notre Dame… …até fiquei uns 5 minutos olhando a beleza do prédio sozinho!

Pont des arts, sempre cheia de gente e seus picnics!

Sena sem barco vira espelho!

Louvre um ambiente meio vazio… …estranho!

Jardins do Louvre

Mais uma dos jardins do Louvre!

Ninguém, só as esculturas estavam lá!
Ninguém, só as esculturas estavam lá!

Pedalar por uma rua lisinha e sem carro é bem bom!

A maldita torre de novo!
A maldita torre de novo!

Arco, tarco verva como dizem os caipiras de Piracicaba!

champs elysee

Pra variar eu me perdi no caminho de volta pra casa, então aproveitei as ruas lisas e vazias!

No caminho encontrei a Opera, bonita e silenciosa!


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Mais um dia comum em Paris

Tenho fotografado essa cidade. Penso que essa cidade pede para ser fotografada, como uma modelo-atriz-manequim-imitação-da-Gisele-Bundchen. Uma cidade cenário. Dias atrás, no canal Saint Martin parecia filme mesmo.

Pierre e Lucy se encontraram para discutir a relação, nenhum lugar é melhor para isso que o topo de uma ponte, assim se precisar um joga o outro lá de cima e o problema fica resolvido. Tudo estava perfeito!

O sol, a ponte, a temperatura, a pressão atmosférica, o brasileiro com a camêra na parte de baixo da ponte fotografando tudo sem eles perceberem, o tamaguchi de Lucy estava alimentado, Pierre usava sua cueca da sorte, assim como um supositório que não vem ao caso!

Pierre pediria a mão e outras partes mais de Lucy em um sério compromisso de casamento. Pelo menos pelos próximos 3 meses, ou até que algum Latin Lover os separe.

Olá Pierre! Olá Lucy! (Love is in the air)

Qual a surpresa de Pierre quando Lucy disse: “Pierre você é um cara muito legaus… …mas eu tô de saco cheio de você!”

Nesse momento ela diz: "Pierre você me sufoca!!! Acho melhor a gente dar um tempo!"

Pierre inconformado responde: “Tá limpo, mas devolve o cd do Charles Aznavour e o meu vestido de renda!” Sim, ele pediu o vestido de renda dele de volta, porque os franceses são todos uns boiolas, TODO MUNDO SABE DISSO!!!

O japinha voyeur na janela diz "Puta merda... ...eles vão terminar!!!"

O Pequeno samurai que desde seus mais tenros dias acompanha tudo o rola na vizinhança pela janela teceu o comentário acima, não sem antes soltar mais um pequeno pum. Condizente com seu tamanho. O garoto promete!

A árvore Godzila só pensa em destruir Tokyo!

Essa árvore eu encontrei no caminho para Reims de bike, parece o Godzila ou eu tô delirando?

A torre fica lá paradona, um monte de ferro torto!

A maldita torre. Segundo meu pai um dia eles ainda vão achar água nessa perfuração aí!

Achei essa foto bonita então coloquei aqui sem motivo algum!

Árvores, texturas!

E o pretume vem chegando no fim do dia!

E o dia acabou com um romance a menos em Paris, um vestido de rendas devolvido para seu dono boiola e um japinha peidorrento dormindo feliz!

Fui

Rafa


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Do viver e do viver ilegal na Zooropa!

França!

Sim, França… …mas não só aqui, diria que em toda a Zooropa tem brasileiro ilegal trabalhando por alguns trocados. Alguns míseros trocados como costumo dizer! Mas fato é que tem gente de todo tipo. A diferenciação que costumo fazer entre estes é de um pensamento que permeia a maioria dos brasucas que aqui encontro. Uns tem outros não tem esse tipo de dinâmica do pensar o  ser-gringo!

Faço um breve interlúdio aqui para dizer que eu odeio a palavra “brasuca”, acho feia, de mal gosto, me remete a alguma coisa ruim, um troço esquisito… …preciso pensar nisso melhor, termino aqui esse breve parênteses-ódio-etimológico.

Voltando aos brasucas… …tive o prazer, ou nem tanto assim, de nesta, e noutras viagens, que realizei de conversar com alguns deles e hoje no trem indo pro curso de francês pensei em um tipo comum. Um Macunaíma, um anti-alguma-coisa, e na dinâmica da conversa com esse tipo de sujeito, e reconheci 6 (seis) patamares básicos. São eles:

1 – O diálogo tem início onde ele se mostra superior, onde ele apresenta sem devaneios, mas com provas cabais, que o lugar que ele mora é muuuuuito melhor que qualquer cidade no Brasil, não importa o lugar, aqui na Zooropa ele está bem melhor. Na real ele mora num muquifo com mais 11 neguinho, mas acha lindo fazer isso em Paris. Ok, no problems, concordo que as cidades daqui tem infra estrutura boa e assiste muito mais o cidadão em alguns sentidos. E cada um mora onde e como quer né!

2 – O segundo ato começa com uma rasteira em qualquer coisa que seja brasileira. O clichê é falar mal de São Paulo, o Rio é muito violento, Minas tá complicado de emprego sô!, e por aí vai. Resumindo ele diz: “Tô me sentindo muito bem aqui!”, e solta um “Tre biân cumpádi!”, Há algumas variações do pessoal de direita com as frases: “Tem a Dilma também, agora que eu não volto mesmo!”, mal sabe ele que aqui tem o Jean-Marie Le Pen que é um nazistão de mão cheia!

3 – Depois de argumentar com o peão que o Brasil tem sim coisas interessantíssimas e muito boas, ele começa a amolecer e diz “…que também não é bem assim, aqui não é só maravilha não!!!”, porque ele tem que mostrar que a vida aqui tem seu desafio a ser vencido, que ele tem que trabalhar muito pra ganhar uns eurinhos (carinhoso eurinhos não?). Começa a sessão de descarrego na Zooropa, e dá-lhe paulada na França e na Inglaterra. Começa aí uma pontinha de arrependimento…

4 – Pronto, ele assume, “…o povo aqui é meio racista sabe?!!! As vezes tratam a gente tão mal!”. Olhos intumescidos, saudade da terrinha, o lombo maltratado dói até a alma. Ele quer algumas palavras de conforto. Num dá né, palavras de conforto, eu não sei ainda o que é isso não!!

5 – Já meio alto pelo quarto copo de vinho o peão bate o pé firme e diz, “agora eu vou guardar dinheiro e voltar, ano que vem eu to lá no meu país, saudade do meu bairro, e blá, blá, blá…” (aquele mesmo que ele desceu o sarrafo no Brasil minutos atrás)

6 – Fecha o discurso com chave de ouro, que é a promessa comum da maioria dos brasileiros ilegais aqui, o sonho dividido por todos: “Vou voltar e montar uma pousada na Bahia!!!”, Axé, evoé!! Como se pousada fosse uma vida parecida com umas férias eterna!

Fiz um gráfico batuta que mostra a curva descendente do discurso, lá vai:

Gráfico ilegal-prego-na-areia-tô-bem-pra-carái

Fato é que cada um vive como quer, e por mim tá limpo, deixa eles viverem a vida certo?!

Mas deixa eu praguejar e criticar também!? Right!!

Fui num show de pseudo-punk na perifa de Paris que terminou com muito sangue, pouco rock e um bocado de frio, aliás depois vou falar da Música e da Música francesa!

É isso aí psit!!

Abreuzos!

Rafa

Punk que não é muito punk não, meio Guns o som aí!

Esse aí era gente fina, deu uma cabeçada no prato da bateria, achei curioso e pedi uma foto!


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Fotros

Muito tempo no mesmo lugar!

Muito tempo no mesmo lugar!

Instituto do Mundo Árabe

as janelas tem um sistema que abre...

...e fecha conforme a quantidade de luz que é necessário dentro da sala!

Notre Dame

notre Dame e um navio que carrega areia... ...romântico o navio não?!

Tempo foi fechando...

e era um pretume no céu...

Acabou meio cor de rosa! Esses franceses são tudo uns maricas !


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Em trega!

No Brésil temos os motoboys, que todo mundo odeia, falam mal deles a torto em todos os sentidos, dizem que são bandidos, andam armados, chutam retrovisores dos carros (o que eu entendo como razoável pois tenho vontade de chutar retrovisor de carro estacionado) e que eles atrapalham o transito da cidade. Mas na hora que a pizza chega quentinha ninguém trata o motoboy com má educação ou como bandido né!

Ah Dedé mama na gata cê num qué né! Nunca entendi essa frase mas quando era criança ouvia as pessoas falando então repito até hoje mesmo sem saber o significado ao certo!

Fato é que aqui estas figuras carismáticas, queridos pela população paulistana não existem aqui nesta vila chamada de Paris. As entregas são feitas por vans, e documento impresso chega pelo correio mesmo, que aliás eles adoram esse monte de papel e carimbo e cheque, nunca vi povo pra gostar de papel assim. O virtual não tem muita chance aqui não, o negócio é no papel mesmo.

Mas as vans de entrega guardam alguma semelhança com aquelas motos CG-125 com o tanque amassado e cheio de adesivo da Jovem Pan FM, a maior parte destes veículos são todos grafitados, enviarei as fotos de alguns.

Essa é meio grafite né!

Mais um!

Ah se o vídeo do patins do post passado não abrir clica duas vezes que vai direto pro youtube  e lá ele rola.

Dias trás fui num show de Ska num squat aqui na perifa de Paris, foi bem legal, segue um vídeo de uma das bandas que chama Guarapita, eles são cheios de tocar motivos latinos e cousa e tals!

Tem o link pra um vídeo que fiz no show logo abaixo;

http://www.youtube.com/watch?v=gUOxdAQKRrs

Mas a banda era muito boa ao vivo. Tinha uns punks muito bem vestidos, cheios de tachinhas e cabelos arrepiados, pedi pra tirar uma foto deles, mas me pediram dinheiro pra poder fotografar. Argumentei que dinheiro era uma coisa capitalista e que o punk é totalmente contra esse esquema do capital que o negócio do punk é anarquia e ir contra todo esse monopólio de dinheiro, e blá, blá, blá… …ele olhou pra mim com cara de quem não tinha argumento pra responder e ficou quieto.

Não tirei a foto!

Pra terminar mais um carro da corrida maluca!

Como era o nome do vilão que andava com um cachorro do lado e virava o capitão Branquinho depois?

Como era o nome do vilão que andava com um cachorro do lado e virava o capitão Branquinho depois?