Boiando em Moçambique

Mais um pouco sobre o viver em Moatize

Anúncios

A mãe e a filha. A mulher moçambicana é forte!

Roupas bonitas sempre!

Enfermeiras indo pro trabalho, o uniforme delas é muito legal diz aí!

Fim do dia no alto de um morro aqui que chama Carrueira. Na verdade eu não estou na Àfrica, mas sim em Osasco fazendo um curso de photoshop e essas fotos é tudo efeito de computador!

Algumas pessoas me perguntam se aqui tem cinema, ou se tem mercado, ou se é mesmo como um acampamento, vou dar uma panorâmica sobre a vida material que me rodeia.

Entretenimento como cinema não tem, o antigo que havia na época dos portugueses virou igreja, mas devia ser bem bonito quando ainda em funcionamento. A cidade tem 6 ruas asfaltadas e uns restaurantes de Sul Africanos que fazem uma carne decente, uns barezinhos maizomeno pra tomar umas beers, e os ambientes moçambicanos mesmo, que são os mais interessantes no fim das contas.

Viver aqui tem seus contratempos, afinal o país é pobre e carente em muitos aspectos, quase todos. Mas os brasileiros gozam de boa estadia. Algumas pessoas me perguntam sobre isso. Moramos em uma confortável casa construída pelos portugueses. Eles foram expulsos com a revolução e deixaram uma boa base construída, algumas dezenas de casas no estilo modernista, belas linhas e grandes cômodos, agora com ar condicionado em todos os lugares, que é pra agüentar o calor local.

Tem guarda na porta de casa, segurança é bom. Temos carros a nossa disposição, caminhonetes Ford Ranger novinhas, com free combustível, a internet é lenta mas funciona bem o suficiente. A cidade tem uns quatro mercadinhos que trazem comida e produtos da África do Sul,  tudo importado dos EUA e Europa, então dá pra comer chocolate belga e tomar chá inglês, ao mesmo tempo que o sabonete vem de Portugal e o suco da Califórnia. Produtos moçambicanos só o básico mesmo tipo sal, açúcar, óleo, etc. A carne bovina não é lá essas coisas, tem o frango local que bem assado até que passa. Fora isso a cerveja é Amstel ou Heinneken, se bem que a marca moçambicana Laurentina não deixa a desejar. O trabalho, no meu caso educação e cultura, é bastante interessante, visitar e conviver com essas pessoas é uma aula de vida, dá uma chacoalhada no cidadão e você começa a ver que tem coisas muito mais importantes, mas as vezes em sumpaulo a gente esquece disso. Além de possibilitar de conhecer lugares em que o turismo convencional tipo Stella Barros  nunca chegaria. Tenho o privilégio de conhecer estes lugares, sempre pensei em vir pra Àfrica, mas jamais chegaria aqui, esse lugar não é nada turístico. Lógico que os contratempos são muitos e fortes, tem a malária, tem a dificuldade em realizar o que é proposto, tem a burocracia local, etc… …mas em qualquer lugar do mundo há contratempos. Bom mesmo é não ter barreiras dentro da cabeça da gente né!

Tomara que com esses escritos tenha conseguido pelo menos mostrar um pouquinho do que é  o viver moçambicano, se dar bem e se dar mal aqui. A saudade de quem a gente gosta existe, a vontade de tocar bateria e andar de bicicleta tranquilamente também, o desejo por um pastel de feira e garapa nem se fala então, mas viajar e viver em outro país é isso também, é se privar de tudo o que tem por hábito, senão qual o motivo de vir aqui pra esse fim de mundo, seria mais confortável ficar em casa com tudo isso que sinto falta. Mas daqui a pouco a volta acontece e dá pra colocar tudo em dia, inclusive de lembrar como era a vida aqui, e sentir falta das dificuldades e coisas que agora parecem tão ruins. No fundo nada é tão bom, nem tão ruim assim que mereça ser mantido ou negado, depende de como se compreende o viver e a própria existência.

Eu gosto de rodar por aí! Tem tanta coisa legal pra ver… …vale à pena!

Abrazos!!

Ao som de: Alice in chains – antigão esse

Rafa

Anúncios

Anúncios