Boiando em Moçambique

Desventuras de Rafael Moralez na África


2 Comentários

The zenho – John Travolta

John Travolta em seu passo Saturday Night fever!

John Travolta em seu passo Saturday Night fever!

Anúncios


2 Comentários

Segunda etapa da Volta Ciclistica de Moatize

Embondeiro e eu mais a bike no pé da foto

Embondeiro e eu mais a bike no pé da foto

Era sábado de manhã e eu fui comer alguma coisa e junto com um brother local fomos ao talho (qe é como chama aqui o açougue) comprar picanha que vem de Botsuana para fazer um churrasco mais a noite. A picanha local parece tudo menos uma picanha, nem tem gosto de picanha, ou seja, não é uma picanha, mas como do outro lado do balcão tem um sujeito que fala Inhungue, com uma faca na mão, você compra a pseudo-picanha, agradece e reclama só lá na churrasqueira, lá na sua casa. No meu caso reclamei na casa de meu amigo pois moro em um hotel, o que é motivo para reclamar um pouco mais. Sobre a picanha e sobre o hotel.

Dessa vez eu fui o churrasqueiro, e pasmem!! Mesmo com todas as adversidades, mesmo com tudo caminhando contra, mesmo com o vinagrete fora do ponto, mesmo com a ausência de uma lingüiçinha como comitê de boas vindas ao evento fiz um baita de um churrasco. Pelo menos foi o que me disseram!

Mas antes disso tudo eu saí de manhã e fui bem longe de bicicleta. Peguei uma estrada maior, depois uma menor, depois uma menor ainda. Fui parar em um lugar bem vazio. Foi legal! Tinha os embondeiros, que é essa arvore da foto.

Muito grande!

Linda!

Vou tirar e postar mais fotos. Mas o calor das 11:00 da manhã mata o cidadão. É muito forte!

Hoje é domingo e eu tô com uma baita preguiça. Já falei com meus pais com a Pati e tá tudo bem! Que bom!

Vou dormir!

Abreize!

Rafa

Ao som de Primus – Sailing the seas of cheese


5 Comentários

Mea culpa

Falei de Ipanema no post passado! Amigo meu mora em frente a essa lanchonete, ele fala que mora de frente pra Copacabana! Postei para fazer justiça ao RJ, e também ao meu brother e Xará Rapha que vai construir uma batera de bambu! Ele já fez uma guitarra, vou colocar o link dele aqui no próximo post! Ainda não comi no Copacabana, prometo que irei assim que for possível!

Copacabana princesinha do mar!!

Copacabana princesinha do mar!!


2 Comentários

Voz de prisão!

Voz de prisão De manhã… …umas oito horas, a caminho do escriptorium, tem uma ponte em obras para atravessar. Como o trânsito anda lento aproveito para tirar umas fotos. Vi um cidadão com chinelo amarelo e boné rosa. Achei interessante as cores nas extremidades do cidadão, cabeça e pé. Não tive dúvidas e tasquei uma foto dele, porém atrás do cidadão haviam dois guardas. Se você prestar atenção um deles está com a mão levantada , na hora ele me disse:

– Você está preso, PRESO!!!

– Mas eu não tirei foto do Senhor, foi do chinelo dele!!! (nessa hora o cara do chinelo olha feio pra mim e o guarda repete.)

– PRESO, PRESO!!!!

(o pessoal dentro do carro disse para mim, não discute, pede desculpas rápido!)

– Tá! Tá!!!  OK! Me desculpe, foi mal, só queria fotografar o chinelo dele!

(o cara do chinelo olha feio de novo, ele não tava entendendo porcaria nenhuma, mas olhava feio porque tinha um policial falando “preso” e um branco falando e apontando “chinelo dele!”)

Nessa hora o trânsito andou então meio que o guarda Belo deixou por isso mesmo. Depois meu brother local Inocêncio disse que são policiais old school, ainda pensam como no tempo do socialismo, em que tudo poderia ser ameaça para o estado. Desde quando tirar foto de chinelo é perigoso para o estado. Perigoso é usar chinelo amarelo!!!!

O pior é que o trânsito estava devagar, então o cara do chinelo ultrapassou o carro algumas vezes, ficava naquela de acelera e para. Toda vez que ele passava do lado do carro olhava feio. E eu lá de ray-ban no ar condicionado todo pimpão!!!

Falous!

Abreixes!

Rafa

Guarda putão!!

Guarda putão!!

Ao som de Infectious Grooves – Sarsippious Ark


5 Comentários

Celebration

Ontem foi meu aniversário. Então o povo do escritório, galera gente fina, foi tomar umas comigo num bar/restaurante local que chama Why not?, o lugar é um dos poucos que tem comida que parece limpa. Administrado por sul africanos tem um rango bom e uma beer gelada. Comi um prato chamado bitoque, que consiste em um bife a cavalo, mas a carne é dura, muito dura. Se você tentar fazer uma carne dura não vai chegar nem perto dessa daqui. A carne é dura e a faca é mal afiada, então a refeição é uma luta. Putz quando voltar ao Brasil vou numa churrascaria, pode ter certeza. No meio do jantar a luz da cidade acabou, tudo no completo breu. Pagamos e fomos. Cheguei no hotel sem luz e sem sono, não tive dúvidas, a noite estava fresca, um vento bom, saí andando a toa, sozinho na completa escuridão. E aqui meu amigo quando fica escuro pódicre que é escuro mesmo. Tinha estrelas porque não tem cidade perto e não é poluído como São Paulo, então a caminhada foi boa. Sem piadinha, mas é real, as vezes percebia alguém perto quando estava muito perto, não se via as pessoas, mas as ruas estavam vazias. Acabei que voltei em um lugar que já tinha ido anteriormente, as barraquinhas. Não tem foto porque o esperto aqui saiu sem a câmera. Mas também esse negócio de registrar e fotografar tudo é um saco, e meio invasivo, parece que nunca viu!!! De fato algumas coisas eu nunca tinha visto, mas não vêm ao caso. As barraquinhas é uma quadra onde corredores apertados, menos de um metro as vezes, compõem uma sucessão de barraquinhas (há, entenderam o nome agora!) vendem de tudo, goró e rango. Não dá pra comer, é sujo, eu não arrisco, mas pra beber é bom. Entrei lá e fui até o fundo, é tranqüilo, mas se necessitar de uma saída rápida… …não vai rolar. Então sorrisos e boa noite são uma boa tônica para o lugar. Sentei num saco de carvão com uma cerveja e fiquei a escutar as pessoas falando e passando. Uma mulher grande me pergunta o que faço, explico superficialmente. Dois caras sentam e conversam que querem conhecer Ipanema, a praia, digo que o que eles viram na novela é tudo mentira, e que devem ir para São Vicente que é um praião e é divertido! Eles anotaram o nome da praia, explico que tem que descer via terminal Jabaquara, eles anotaram também. Agradeceram e continuamos conversando sobre outras coisas, falamos do tempo, da luz, do Habibs (que eles também não conhecem, mas esse nome eles não anotaram, vão perder um esfihão), de futebol e outras coisas mais. No fim eles eram bem gente fina. Mas Ipanema não dá né! Tudo isso a luz de velas e brasas em que os frangos assavam em grelhas pretas. Foi legal. Quente! Tomei mais umas duas em outras barracas. O lugar é feio, mas é legal por causa disso, me senti bem lá. Voltei pro hotel ainda sem luz e dormi pra acordar cedo e ter uma reunião com um cara que chama Alface. Dá pra crer!? Meio ressaquento, com a tampinha da cerveja no bolso ainda. Quando puxei o celular do bolso ela cai sobre a mesa do Sr. Alface. Acho que pegou meio mal! Mas tá tudo bem! Depois mando uma foto das barraquinhas!!!

Fiquem bem!arvore sem fio2

Abruxas

Ao som de Dub Trio – Another sound is dying